segunda-feira, 18 de junho de 2012

Do SPFW para o nosso guarda-roupa


Terminou neste sábado, 16 de junho, o São Paulo Fashion Week. Durante essa semana os maiores estilistas do país apresentaram suas coleções para o verão 2012-2013.

Em entrevista a um programa de rádio me perguntaram: mas essa moda é acessível para todos?

Bem, é claro que todo mundo queria levar uma (ou todas) aquelas peças pra casa, mas elas podem servir de inspiração para o nosso guarda-roupa: as cores, as forças, as combinações de tecido...

Por exemplo, do desfile de Alexandre Herchcovitch o que me chamou mais a atenção foram as formas geométricas amplas, os ombros estruturados, as cores intensas - como rosa, amarelo, verde e vermelho - e a estamparia que deram o tom “anos 80” para o desfile e são elementos que estavam presentes em outras coleções. São coisas que continuaram em alta no próximo verão.



Estas cores fortes formaram uma combinação perfeita com o branco nos modelos de Eduardo Pombal na coleção verão 2013 da Tufi Duek


Destaque também para as calças capri sequinhas, aquelas que vão até a panturrilha. Em contraponto ao tom delicado, o esportivo e o utilitário apareceram em detalhes pontuais, como aplicações, recortes e jaquetas.

Referências africanas também apareceram em algumas coleções; uma forte presença nas cores, estampas e acessórios.

A estilista Paula Raia valorizou os vestidos longos em branco, salmão, o rose, violeta e marrom.


E para as festas à noite os vestidos e macacões em dourado e prateado metalizado de Adriana Degreas são uma inspiração.


Quem quiser ver a cobertura completa de todos os desfiles pode acessar: http://revistaestilo.abril.com.br/moda/spfw-verao-2013/

**Todas as fotos são do site

sábado, 21 de abril de 2012

MODA: o meio e a mensagem


Em minha primeira aula de especialização em Jornalismo de Moda, me perguntaram: o que é moda para você?
Influenciada pela aula e pelo meu ponto de vista jornalístico disse: para mim, moda é o meio e a mensagem.

Fiquei pensando que mesmo quando desprezava a moda transmitia uma mensagem com minhas roupas e acessórios, mesmo que fosse “eu não estou nem ai pra moda”.


Quando pensamos em moda temos em mente os grandes desfiles e grifes, mas moda é mais que isso. Com essa “segunda pele” que cobre nossos corpos exteriorizamos o que pensamos, aquilo que somos ou aquilo que queremos que os outros pensem que somos.
Vamos pensar num exemplo bem prático. Quando escolho uma roupa para ir a uma entrevista de emprego, o que eu penso? Claro quero transmitir seriedade, segurança, competência, tudo isso para qualquer vaga de emprego. Em algumas vagas a boa aparência é essencial como no setor de vendas, por exemplo, pois o profissional representará a empresa.

Mas em todas as entrevistas de emprego a boa aparência é importante, quem diz que não está mentindo. Nós somos julgados o tempo todo por nossa aparência: parecemos sérios, tristes, desposados, espontâneos, confiantes... E isso para homens e mulheres.

Às vezes um manequim errado pode causar uma antipatia imediata. O melhor conselho que já ouvi foi: vista-se para a entrevista como você se vestiria para trabalhar todos os dias. Pense: para aquele trabalho eu me vestiria todos os dias de terno e grava?

Nesse sentido, acredito que muitas pessoas comentem equívocos por não pensarem na mensagem que estão transmitindo com aquilo que estão vestindo. Ao mesmo tempo nosso look não deve ser uma máscara, uma farsa, uma fantasia porque temos medo de dizer quem somos.

Quando escolho uma roupa para vestir pela manhã penso: quero estar confortável e linda, quero estar bem ao lado de uma pessoa pobre ou rica, sem ser motivo de escândalo, quero que a pessoa que esteja ao meu lado se sinta bem, confortável, que se sinta a vontade e se possível inspirada a usar a moda, como eu, a seu favor.



 Use a moda

Gosto sempre de olhar as tendências da moda especialmente em revistas, olhar as vitrines, ver o que as pessoas estão usado nas ruas...  Inspiro-me nas minhas amigas e primas, nos filmes e nas novelas.

Mas quando vou comprar uma roupa levo em considerações diversos fatores: primeiro o econômico – eu preciso daquilo? Eu posso comprar isso? O preço vale a pena numa relação de custo benefício? Depois, se faz meu estilo – transmite aquilo que eu sou, minha personalidade? E, por fim, se aquilo fica bem em mim, porque existem peças que não combinam com meu tipo físico ou minha idade.

Tantas vezes nos arrependemos por comprar alguma coisa porque esquecemos algum desses aspectos e aquela peça fica lá no fundo do armário, intocada, muitas vezes se querer usamos uma única vez, não é verdade?

A moda deve ser nossa aliada, valorizar a beleza de cada um e expressar aquilo que somos, deve nos fazer sentir bem e também aqueles que estão a nossa volta.


Claro, muitas vezes cometemos gafes, mas isso faz parte no processo de descobrir a moda e seu estilo pessoal.

O que eu quero aqui, com este blog, é transmitir minhas descobertas pessoais e que outros possam usar desse meio para compartilhar também experiências e pensamentos. Então, vamos descobrir juntos?

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Minha história com a moda


Quando menina, confesso que sempre fui vaidosa, culpa da minha mãe que sempre me enchia de lacinhos e me deixava sempre com uma roupa impecável. Durante a adolescência tive várias experiências (muitas não muito agradáveis) na descoberta do mundo da moda, passando pelo estilo Spice Girls, Britney Spears, indo ao punk, rock e gótico (misericórdia!).

Lembro que por mais ridícula que fosse a roupa, minha mãe nunca falava nada, até passava a roupa para que eu pudesse usá-la, e depois vendo as fotos ou revirando meu armário, ao ver essas peças raras eu pergunto: Mãe, porque você me deixou sair de casa com isso?!

Hoje percebo quanto minha mãe foi compreensiva ao me deixar fazer minhas próprias descobertas (na verdade, em vários aspectos), deixando-me livre para encontrar meu estilo e me sentir bem.
Mas na adolescência nada que eu vestia me fazia sentir bem. Quando meu corpo passava de menina para mulher queria mostrá-lo e acabava mostrando demais, tenho que admitir, e quando engordava um pouco, queria escondê-lo. Creio que isso tudo faz parte deste período mágico que guardamos na memória, mas que algumas histórias preferimos esquecer.

Os anos foram seguindo e eu cheguei à preparação para o vestibular e minha vaidade chegou à zero. Quem tinha tempo para se arrumar ou mesmo para lavar o cabelo todos os dias com tantos livros para ler, exercícios de matemática, física e química para resolver. Além do mais, vaidade parecia sinônimo de alienação e futilidade diante do mundo sério que eu imaginava numa carreira jurídica.


No cursinho acabei descobrindo o jornalismo e tenho plena certeza de que foi a escolha certa para mim. Não que eu acho que sou uma ótima escritora, mas na minha primeira aula de jornalismo minha professora disse “quem gosta de escrever vai fazer letras. Jornalismo é para quem gosta de notícia”, ai então tive a total convecção de que estava no lugar certo e nunca duvidei disso.

Mas meu pensamento sobre moda continuava o mesmo daquele criado no cursinho. Como jornalista queria ser reconhecida como uma pessoa séria; queria escrever sobre os problemas sociais, a economia global, a política interna, a crise na zona do euro, a corrupção... E via meus colegas que tinham interesse por esportes, moda e celebridades como jornalistas inferiores. 

Aos poucos, algumas colegas de faculdade foram mudando meu pensamento, não pelo que elas me falavam, mas pelo que elas eram.

Minha visão sobre moda se abriu durante o tempo em que vivi na Itália onde tive contato com estilos e culturas diferentes, não só influenciada pela moda italiana, mas pelas minhas colegas vindas das diversas partes do mundo: Coréia, China, Índia, Israel, Alemanha, Lituânia, El Salvador, Guatemala... E ainda todas as brasileiras do norte ao sul.



Essas meninas me mostraram como é possível USAR A MODA para sentir-se bela, confortável e confiante, que USAR A MODA não é ser escravo do consumismo ou de uma ditadura, mas que é possível admirar as criações de grandes marcas como uma obra de arte e adequar as tendências para sua realidade, sua personalidade e sua cultura.

Aos poucos fui me arriscando mais e ao voltar para o Brasil admirava minhas colegas que já trabalhavam nesse segmento.

Já como profissional da web, meu look para o trabalho não estava nas minhas maiores preocupações. Mas o gosto por moda é contagioso e minhas lindas colegas de trabalho, Renata Loures e Natália Jael, me inspiravam a conhecer, ler e aprender mais sobre moda.


Mas como bom gosto não é sinal de conhecimento sobre moda e facilidade em comunicação não faz de você um bom jornalista vejo que preciso me aperfeiçoar. Comecei a fazer um curso de extensão em JORNALISMO DE MODA.

Então não sou uma especialista em moda, somente um nova apaixonada, então convido você a descobrir comigo como USAR A MODA.